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Jabaquara ganha nova ciclovia com 3,5 km de extensão; São Paulo contará com mais 8 mil paraciclos

14/11/2014 16h05 - Atualizado em 02/12/2016 11h38

Crédito: Fernando Pereira/SECOM


Quem mora ou circula pela região do Jabaquara, na Zona Sul da cidade, já conta com uma nova alternativa de transporte e lazer: uma ciclovia de 3,5 km foi implantada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no eixo das avenidas Jabaquara/Domingos de Morais, abrangendo, nesta primeira etapa, algumas vias situadas no bairro da Vila Clementino.

O traçado em operacionalização é bidirecional ao lado do passeio, no corredor formado pelas ruas Coronel Lisboa/Primeiro de Janeiro/Alameda das Boninas, e unidirecional junto ao canteiro central na Avenida Jabaquara. Abaixo, os detalhes:


Bidirecional

  • Na Rua Cel. Lisboa, entre as ruas Sena Madureira e Primeiro de Janeiro;
  • Na Rua Primeiro de Janeiro, entre a R. Cel. Lisboa e a Al. das Boninas;
  • Na Al. das Boninas, entre a R. Primeiro de Janeiro e a Av. Jabaquara.

Unidirecional

  • Na Av. Jabaquara, entre a Al. das Boninas e a Rua Panamericana.

Nas ruas Coronel Lisboa e Primeiro de Janeiro, serão instalados focos semafóricos para o ciclista no sentido oposto ao de circulação viária do tráfego geral.

Com esta ativação, a Capital paulista contabiliza 110 km de rede cicloviária implantada pela atual gestão. Antes dos novos ramais, que vêm sendo inaugurados desde junho, São Paulo possuía 63 km de ciclovias. A meta da Prefeitura, por intermédio da CET, é viabilizar uma rede de 400 km até o fim de 2015.

Em breve, esta ciclovia de 3,5 km deverá ser ampliada pela Rua Madre Cabrini e pela própria Av. Jabaquara, num novo trecho até a Av. Itacira. Quando isso acontecer, será possível então a conexão tanto com a Ciclovia da Rua Vergueiro/Av. Liberdade - e, por conseguinte, com a região central - como também com a área do Santuário São Judas Tadeu.


Paraciclos em São Paulo


Crédito: Fernando Pereira/SECOM


Além da criação de 100 quilômetros de ciclovias para dar segurança aos usuários de bicicletas, a Prefeitura de São Paulo também vem trabalhando para ampliar os locais de paradas, conhecidos como paraciclos. Após a inauguração do bicicletário municipal com 102 vagas no Largo da Batata, na zona oeste, realizada em agosto, o município está estruturando um processo licitatório para adquirir 8.000 novos paraciclos para se somarem aos 113 equipamentos existentes.


Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o Termo de Referência para aquisição dos paraciclos está sendo finalizado e o modelo de contratação será divulgado em breve. Com a medida, a cidade poderá saltar das atuais 4.606 vagas de paradas atuais para mais de 20.000 vagas. Atualmente, existem 4.382 em bicicletários, a maioria ligado as estações do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e outras 223 vagas em paraciclos instalados em toda a cidade.


“Com a ampliação da malha cicloviária, existem mais pessoas pedalando e por isso, é importante ter mais paraciclos e bicicletários para que essas pessoas sejam estimuladas a usarem a bicicleta. Se o cidadão usa a bicicleta para a metade do caminho e não encontra um local de parada para seguir viagem com outro modal, acaba desistindo”, afirmou o diretor do Instituto Ciclo BR, Felipe Aragonez.


Apesar do processo de aquisição dos 8.000 equipamentos, as opções de pontos de paradas para ciclistas já estão sendo ampliadas em todas as regiões pela Prefeitura. Com a intensificação do projeto SP 400 km, locais como os largos São Francisco e Paissandú, Vale do Anhangabaú, a Rua Doutor Falcão, na região central, a avenida Cruzeiro do Sul, na zona norte, e a praça Braúna, na zona leste, foram alguns que ganharam paraciclos. “Há um avanço, mas ainda é claro que a cidade ainda é carente de estruturas para ciclistas”, disse o diretor do Instituto Ciclo BR.


De acordo com Aragonez, seria importante que a iniciativa privada também adotasse a implementação de paraciclos, em especial, em áreas de grandes circulações como shopping centers e regiões estritamente comerciais. Para ele, o papel das ciclovias e dos ciclistas é cultural, mas mostra avanços. O projeto SP 400 km prevê a implementação de 400 quilômetros de ciclovias até o final de 2015.