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Aliança debate imposto de importação com o setor

25/04/2019 15h33

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Foi bastante produtivo o debate aberto sobre a Bicicleta na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (LETEC) que a Aliança Bike organizou na última terça-feira. Desde 2011 as bicicletas foram incluídas nessa lista, elevando o imposto de importação de 20% para 35%. Já se passaram quase oito anos desta inclusão, então a associação decidiu promover uma discussão para compreender como o setor no Brasil reagiu à medida e analisar todos os cenários - tanto passados como, principalmente, daqui para frente.

O debate foi precedido de duas exposições técnicas. Victor Lopes, da Demarest Advogados, traçou um panorama histórico sobre as regras que regem o comércio internacional e situou a LETEC no Brasil e no Mercosul. Em seguida, Carolina Ures, da Sidera Consult, apresentou projeções do panorama econômico com a saída ou manutenção da bicicleta na LETEC, além de apresentar os prós e os contras de cada cenário.

Participando ativamente do debate estavam: lojistas, representantes de grandes marcas nacionais e importadas e também de outras entidades, além de economistas e especialistas em comércio internacional.

Giancarlo Clini, Diretor Administrativo e Financeiro da Aliança Bike, ressaltou a importância de se enxergar o setor como um bloco único para que ele se fortaleça e transforme o Brasil em uma potência das bicicletas e também que o mercado encontre um modo positivo de organizar o seu mercado. "O país tem porte, economia e insumos para isso", disse.

Cyro Gazola, vice-presidente da Abraciclo, comentou que a discussão sobre o mercado de bicicletas neste momento vai além da LETEC, mas da indústria como um todo. Segundo ele, a reflexão deve ser ampla para entender o que aconteceu nesses últimos anos e como está a indústria neste momento. "Precisamos de segurança jurídica para pleitear o que vai ser do nosso presente e futuro em termos de investimentos para que o setor ganhe relevância nacional e internacional."

Durante o debate foi consenso entre os presentes que os ciclistas devem ser o foco principal do setor. Para além das questões econômicas, é fundamental pensar em mecanismos não apenas para redução de preços e melhoria da qualidade dos produtos, mas de também de políticas públicas que ampliem a malha cicloviária e o uso de bicicleta em todo o país.

Em seguida os associados da Aliança Bike permaneceram no local para a realização da Assembleia Geral da associação, onde foi feita a aprovação das contas de 2018, além de um rápido debate sobre novos projetos da associação e também sobre os caminhos possíveis para a LETEC, tendo em vista a opinião dos associados.