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Em Tanguá, no Rio de Janeiro, a maioria dos alunos vai de bicicleta para a escola

01/09/2017 15h28

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Imagine uma escola na qual 98% dos alunos e funcionários chegam ao local por meio de transporte ativo e desses, 80% são bicicletas! E para quem já tem a certeza tratar-se de uma cidade no interior da Dinamarca, estamos falando da Escola Municipal Professora Zulquerina Rios em Tanguá, o último município da região metropolitana do Rio de Janeiro e onde vivem 40 mil pessoas.

Os números não são científicos, mas apenas a percepção de dois experientes pesquisadores de campo do LABMOB: Pedro Paulo Bastos, mestre em planejamento urbano e regional, e Filipe Marino, arquiteto e urbanista. Os dois fazem parte da equipe que está fazendo a coleta de dados para o estudo Economia da Bicicleta no Brasil, uma parceria da Aliança Bike com o Laboratório de Mobilidade Sustentável da UFRJ (LABMOB/UFRJ) e apoio do Banco Itaú, Instituto Clima e Sociedade e Bicicleta para Todos. O estudo vai relevar o impacto que esse meio de transporte tem em várias dimensões da economia do país.

Uma delas é o “Transporte” que lança um olhar ao aspecto social da bicicleta e seu uso. A ideia é avaliar o impacto da bicicleta no orçamento e na saúde das famílias, bem como as dimensões do transporte corporativo e também da ciclologística. Em Tanguá vive uma das família que será entrevistada. Ao todo serão cinco famílias, cuja escolha se baseou nas faixas de renda do IBGE.

“Eu estou acostumado com realidades diferentes, mas há tempos eu não ficava tão impressionado com um lugar”, explica Pedro. “A paisagem é muito diferente e os serviços de transporte público praticamente não existem”. Entre os alunos, segundo ele, a bicicleta tem um papel fundamental, pois para a maioria é o único meio possível de transporte e diversão.

 “A motivação deles para o uso da bicicleta é diferente da nossa, que temos muitas opções de transportes e podemos escolher. Eles só podem contar com a bicicleta”, explica Pedro. Os pesquisadores já ouviram outras três famílias e o resultado do estudo Economia da Bicicleta no Brasil está previsto para o começo de 2018.